A NOSSA VISÃO

“súper-heróis do dia-a-dia

Projeto de solidariedade. Toda a minha vida pensava nisto como uma coisa que só aquelas pessoas que chamamos de “super-heróis” conseguiam fazer, era como um patamar que só eles conseguiam atingir e por isso nem sequer tentava chegar lá. Desde que me lembro sempre me incentivavam para ajudar o próximo e eu, na minha inocência sempre fiquei pelo dar e partilhar coisas fúteis, como dar metade do meu chocolate ao meu amigo com a mentalidade de que isso fortaleceria a nossa amizade, ou ser simpático e pensava que isso faria com que os meus pais tivessem orgulho de mim e eu sentisse aquele “calor” no meu coração.

Mas o tempo encarregou-se de me fazer perceber que as boas ações podem, muitas vezes, estar relacionadas com coisas em que “não podemos tocar”.

Fui crescendo e apercebi-me que é preciso coragem. Porque uma pessoa solidária expõe-se, e é assustador estar-se exposto e isto foi a razão pela qual muitas vezes falhava nisto de ser solidário, mesmo que ninguém saiba que fomos nós que tomamos certa medida ou atitude nós estamos a abrir-nos e muito mais suscetíveis a ser magoados.

E este projeto começou numa altura destas. Era Abril, estávamos a chegar ao 3.º período e eu estava exausto do 10° ano, não tinha tempo nem motivação para pensar no que era melhor para mim e muito menos nos outros devido ao stress desta nova etapa que é o secundário, e foi assim que recebi um telefonema.

Comecei-o com “diz Marta” a assumir que ia ser um como outro qualquer em que ao fim de 1 minuto estávamos despachados. Mas não, a Marta com a energia toda começou a fazer-me uma proposta de 5 minutos onde descrevia a sua ideia e como é que a teve, e eu fiquei logo contagiado com esta fonte de motivação e energia que nem pensei duas vezes em dizer que sim.

Apesar dos medos, nervosismos e alturas em que o projeto não estava no seu melhor, fico mesmo feliz em ver que chegamos até aqui.

Pedro Mota Soares

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Pedro Mota Soares
Fundador do estuDAR

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Marta Pais de Almeida
Fundadora e atual diretora do estuDAR

“A vida é uma hipótese de felicidade”

Perguntavam-me há algum tempo: “Mas porquê material escolar? Porquê estas determinadas crianças em África, ou mais especificamente - Moçambique?: Bom, não tinha de ser especificamente Moçambique… Lembrei-me porque na altura do começo do projeto este país tinha sido afetado por vários ciclones. Desde pequena que - como muitas outras raparigas - sempre fui aplicada na escola e fascinava-me com todo o tipo de material escolar, desde estojos a condizer, a “kits” de canetas, lápis, e marcadores de todas as cores possíveis. Acho que sempre foi um hábito que eu tive - antes de começarem as aulas, fazer a “escolha do material” e deliciar-me nas papelarias com os inúmeros conjuntos de cores na montra.

Todas as crianças deveriam ter a oportunidade de, na sua plena atividade de estudante, poderem torná-la mais “colorida” e alegre.

Temos a visão de que juntos, podemos tornar a vida escolar de muitos estudantes mais facilitada. Trabalhando através de angariações de material escolar, organização de eventos para recolha de fundos, entre outros, queremos aumentar esta “hipótese de felicidade” de cada criança que receba o mesmo. Juntos, somos mais fortes. E porque não ajudar?

Marta Pais de Almeida